Lutar por justiça é um ato de coragem
- Fátima Cordeiro
- 3 de out. de 2024
- 3 min de leitura
Olá, leitores do Diário de uma Advogada! Como vocês sabem, este espaço é onde compartilho minhas reflexões, desafios e aprendizados no exercício da advocacia. Hoje, quero falar sobre um tema que está profundamente enraizado na nossa profissão e que, muitas vezes, é o motor de nossas ações: a coragem.
Escrever no Diário de uma Advogada me permite, assim como vocês que acompanham, refletir sobre as vitórias, as derrotas e as lições que a prática da advocacia nos ensina. E uma dessas lições é que lutar por justiça não é para os fracos. É um ato de coragem, que demanda persistência, empatia e, principalmente, força para continuar mesmo quando as adversidades parecem insuperáveis.
O que é coragem na advocacia?
Muitos associam coragem a atos grandiosos, mas na advocacia, ela aparece de várias formas, inclusive nas pequenas decisões diárias. Coragem é, por exemplo, aceitar um caso difícil, sabendo que será uma longa batalha, mas que no final poderá fazer a diferença na vida de alguém. É enfrentar autoridades, lutar pelos direitos daqueles que muitas vezes são invisíveis à sociedade e, às vezes, até mesmo correr o risco de enfrentar represálias ou julgamentos por parte de colegas ou adversários.
Na sua vida, já teve que tomar uma decisão corajosa? Talvez em um momento em que tudo parecia contra, mas você sabia que precisava fazer o que era certo? Na advocacia, somos chamados a fazer isso o tempo todo. Lutar por justiça nem sempre significa buscar vitórias garantidas; muitas vezes, é enfrentar batalhas onde o desfecho é incerto, mas a causa é inegociável.
Casos que exigem coragem
Quero compartilhar uma experiência pessoal que me marcou profundamente. Defendi uma pessoa que estava sendo injustamente acusada em uma ação trabalhista. As evidências iniciais estavam todas contra ela, e parecia impossível reverter a situação. O cliente estava devastado, e a pressão era enorme. Eu sabia que seria uma batalha árdua, mas também sabia que desistir não era uma opção. Foi um daqueles momentos em que a coragem não era apenas um elemento a mais; era a base de tudo.
A cada etapa do processo, surgiam novos obstáculos, mas a verdade estava do nosso lado, e era isso que nos mantinha firmes. No final, conseguimos provar a inocência do cliente, e a justiça prevaleceu. Esse caso me lembrou o quanto é importante nunca perder a coragem, mesmo quando o caminho parece impossível. Afinal, é essa coragem que nos permite dar voz a quem mais precisa.
Coragem também é empatia
E aqui vai um ponto interessante: a coragem, na advocacia, não se limita à força ou à resistência. Muitas vezes, ela está profundamente ligada à empatia. Defender alguém é, em muitos casos, colocar-se no lugar dessa pessoa, entender suas angústias, suas vulnerabilidades, e lutar por ela como se fosse você. Não há como ser corajoso sem antes ser empático.
Já viveu uma situação em que teve que ser forte por outra pessoa? Em que você percebeu que a coragem de lutar por ela era a sua missão naquele momento? Na advocacia, somos chamados a fazer isso todos os dias. Cada cliente que atendemos traz consigo uma história, e nossa coragem em lutar pela justiça dessas histórias é o que define o verdadeiro espírito da nossa profissão.
A coragem de persistir
Outro aspecto da coragem na advocacia é a capacidade de persistir. Nem sempre conseguimos a vitória na primeira tentativa. Algumas batalhas levam anos, exigem apelações, recursos, idas e vindas no sistema jurídico. E, em muitos momentos, a vontade de desistir pode bater à porta. Mas é aqui que a verdadeira coragem se revela: a de continuar lutando mesmo quando o caminho se torna mais longo e árduo do que imaginávamos.
A justiça não é algo que se conquista de imediato. Ela demanda esforço, resiliência e, claro, coragem. Cada vitória, por menor que seja, é um lembrete de que o trabalho árduo vale a pena. É como subir uma montanha, onde cada passo nos leva mais perto do topo, mesmo que às vezes pareça que estamos andando em círculos.
Conclusão: A justiça como objetivo
Lutar por justiça é um ato de coragem porque não estamos apenas defendendo casos ou argumentos; estamos defendendo princípios, direitos, e, muitas vezes, a dignidade humana. Como advogados, assumimos esse papel não apenas por escolha, mas por vocação. A justiça é o nosso destino, e a coragem é o nosso guia.
E você, o que acha? Já passou por uma situação em que precisou de coragem para lutar por algo que acreditava? Como foi essa experiência para você? Deixe seu comentário e vamos trocar ideias sobre como a coragem molda nossas vidas e nossas profissões. Lutar por justiça não é fácil, mas juntos, podemos compartilhar forças e continuar essa jornada.
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